Impermanência

Eh que a vida na Suíça eh sempre tão calma… tudo parece estar sempre sob controle, tudo calmo, tudo planejado com, no mínimo, 3 meses de antecedência. A organização vai do plano de aposentadoria aos horários do transporte publico. Tudo lindo e organizado. Não que isto seja ruim, mas sabe o que? Com toda esta perfeição e pontualidade a gente se esquece que para a vida mudar basta um mísero segundo, uma mísera distração, um simples acontecimento inesperado. E tchan! Os planos mudam, a vida muda de rumo e então temos que nos adaptar.
Acho mesmo que perdi um pouco da capacidade de estar sempre em prontidão aguardando por mudanças. Acho que tinha isso quando morava no Brasil, onde não eh lá muito possível levar uma vida tão… uhm… digamos: pacata. Ou talvez o motivo da falta desta capacidade seja a minha idade. Porque, ne? A gente vai ficando mais experiente…
Enfim… fiquei sabendo ontem que duas amigas se mudarão de Basel e, apesar de torcer muito por elas, não posso negar que farão falta. Fiquei pensando na impermanência das coisas. Não que a amizade vá acabar com a distancia. Tenho certeza que não ira. Mas a convivência infelizmente vai, assim como outras convivências com amigos do Brasil também acabaram, apesar de lindas amizades permanecerem sempre. Mas veja bem como tudo eh impermanente mesmo num lugar tão limpinho e seguro como a Suíça.

Por coincidência do destino, ainda ontem, saiu este texto  abaixo  num dos blogs que sigo e adoro. Então veja bem que sincronicidade. No final, “tamo ou não tamo” todos juntos nesta viagem impermanente chamada vida? 😉

http://tudosobreminhamae.com/blog/2013/6/24/1elba9da58krrobuvizzivr3c9wvqm

As amizades que nossos filhos nos trazem — tudo sobre minha mãe_2014-04-24_09-46-48

 

 

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2 pensamentos sobre “Impermanência

  1. Dá um vazio quando alguém querido sai de parto da gente né? Não sei se é pq não estamos no Brasil, mas eu sinto isso. Tinha uma amiga brasileira aqui quando cheguei. Já éramos amigas no Brasil e a filha dela é 3 meses mais velha que a Ana Julia (como no texto do blog). Ela morava aqui perto de casa e nos ajudou muito quando chegamos. Mas depois que estávamos 1 ano aqui, ela é a família voltaram pro Brasil. Me senti sozinha no começo, mas depois aprendi a conviver com a ausência deles. Fizeram e fazem falta ainda. Mas o legal disso tudo é o tanto de lembranças que rimos e choramos quando nós encontramos nas nossas férias no Brasil. Pq ficou meio que uma regra: a gente sempre encontra com eles quando vamos pra lá. E não poderia ser diferente!!!
    Pessoas legais podem morar longe da gente, mas estão sempre no nosso coração!!!!
    Beijos

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