No parquinho

Ontem levei o Pimpolho para passear no parquinho. Na verdade ele gosta mais de andar pelas ruas e verificar cada roda de cada carro, cada moto e repetir mil vezes “Moto, Maquina, Auto, Car, Roda” apontando o dedinho para cada coisa que vê, misturando todas as línguas que terá que aprender, e olhando para mim para que eu tb veja e faca algum comentário. Pois foi tentando convence-lo a finalmente entrar no parquinho e ir no escorregador que nos encontramos com uma bebezinha lindinha de mais ou menos 1 aninho e que visivelmente estava dando os seus primeiros passos. Foi então que o Pimpolho parou e apontou o dedinho para a menininha, virou para mim e disse: “Menina” e abriu um sorriso. A bebezinha, por sua vez andou em direção ao Pimpolho (porque ele eh irresistível!) e os dois ficaram um olhando para a cara do outro enquanto o Pimpolho repetia: “Menina, Menina, Menina” com um lindo sorriso de apenas seis dentes na boca. Eu, comovida com aquela cena inocente e linda, olhei em direção a mãe da menina para que pudéssemos também compartilhar sorrisos tão carinhosos quanto os dos nossos filhos. Foi ai que eu percebi que teria que sorrir sozinha… ou então teria também a opção de mais uma vez me decepcionar com as pessoas desta cidade… Preferi sorrir… A mamãe daquela linda e simpática menininha não levantou a cabeça para sorrir para mim ou para o Pimpolho. Aparentando não estar contente com a nova amizade de sua filha de 1 ano de idade, ela então tentou convencer a menininha a andar em outra direção. Tirou um pacote de biscoitos da bolsa e deu um para a menininha. O Pimpolho, comilão que eh, imediatamente apontou o dedinho para o pacote, e olhou para mim dizendo: “Cookies, cookies, cookies”. Infelizmente,  a mamãe daquela simpática bebezinha permaneceu na sua bolha e nem mesmo olhou para o Pimpolho. Eu então respondi ao Pimpolho que poderíamos voltar para casa para comermos cookies juntos e tive muita, muita, muita do… não do Pimpolho. Mas da menininha… por ter uma mãe como aquela!

Moral da historia: “Não basta ser mãe, querida! Tem que participar!”

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5 pensamentos sobre “No parquinho

  1. Que horror! A mesma coisa acontece aqui em Milão, Maila. Não com crianças, mas com cachorros. Milaneses de modo geral não gostam de desconhecidos que elogiam seus cães. Ah! Aparentemente, eles também não gostam de crianças, porque o senso italiano calculou que aqui tem mais cachorro do que bebês.

  2. Penso que é normal na Italia ter essa mentalidade. Parece que quando vc elogia ou faz um sorrisinho para uma criança, vc esta ofendendo diretamente os pais… Eu estou aprendendo a viver por aqui, nao me sentindo mais triste com todas essas diferenças culturais, que creio eu é mais egoncetrismo que cultura… Bjooo

  3. Minha nossa Maila! Que mulher sem sentimento! Coitada mesmo da menina! Provavelmente vai crescer sem amigos ou ser uma pessoa que discrimina os outros.
    Uma pena, pq as crianças são tão puras e quando educadas por adultos com esta cabeça pequena, se tornam adultos assim, sem simpatia!

  4. O sorriso foi se abrindo, abrindo e abrindo até não caber mais no rosto com a fofura dos dois… crianças são verdadeiros anjos! Temos muito o que aprender com elas! Uma pena mesmo a menininha ser criada por alguém tão sem vida! Tomara que ela jamais perca o segredo do sorriso, que a mãe parece não conhecer.

    P.s. adorei seu blog e a maneira tão próxima como narra suas aventuras!

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