Mãe

Apresentando a vocês a minha mãe. E pelo que andei recebendo como resposta de amigos,  ela é  também mãe de muita gente! 😂😂😂

PS: melhor vídeo que assisti nos últimos tempos !

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Bem vinda ao mundo “real”, Suica…

Semana retrasada estava eu, feliz e contente tomando um chá com uma amiga que me ajuda com o alemão aqui em Basel. Nos encontramos em um bar na região central da cidade. Nos despedimos perto do horário de almoço e quando eu peguei a minha bicicleta tive uma brilhante ideia: passar na lojinha indiana que vende produtos brasileiros para ver se tinha feijão. Minha sogra estava chegando, Marido e Pimpolho adoram feijão. Uhm, que delicia seria o jantar daquele dia!

Pois bem, peguei minha bicicleta, coloquei minha bolsa no cestinho, assim como todo mundo faz aqui em Basel. Pedalei por cerca de 5 minutinhos ate a lojinha indiana que fica quase em frente a estação de trem. Estaciono a bicicleta e quando olho para o cestinho… cadê a bolsa???

Fiquei naqueles 30 segundos de pamonha, tentando entender o que tinha acontecido. Tentando repensar meus passos, o trajeto. Tentando buscar alguma falha nos meus atos. Sera que esqueci no bar? Lembrei que logo que sai de lá, falei com minha sogra pelo celular. Putsss, o celular! Estava na bolsa. Eh novo! Ainda estou pagando mensalmente o celular. Resolvo refazer o caminho a pé. Quem sabe alguém pegou só o celular e jogou a bolsa fora? Meu Deus! Minha carteira estava lá. Os cartões de debito e credito! Preciso ligar para o banco e cancelar. Como vou fazer isso sem celular? As chaves de casa? Ja tremendo procuro as chaves no bolso do casaco. Por sorte elas estavam lá! Tranco a bicicleta e saio correndo de capacete na cabeça, olhos cheios d’agua, refaço o meu caminho na esperança do ladrão da Suíça ser gente boa e ter jogado pelo menos os documentos em algum lugar. Meu Deus! Os documentos! Meu visto para morar na Suíça! Minha carteira de motorista! Meu cartão do transporte publico daqui. E tantas outras coisas que fui lembrando aos poucos.

Ja quase de volta ao bar onde tinha tomado o chá, tremendo, chorando e sem saber o que fazer, peco ajuda a uma mulher que estava saindo de uma loja. Agradeço as minhas aulas de alemão!!! Consigo pensar em como eh bom ja conseguir falar um pouquinho dessa língua. Explico o que aconteceu e ela me ajuda a ligar para a policia. Procura o telefone do Marido na internet do celular dela já que eu não sabia e ainda não sei o numero de cabeça. Ela me acalma. Sugere onde devo ir e define prioridades para mim: banco para suspender os cartões, cancelar o celular e depois policia. Me da toda atenção e apoio possível. No final me abraça bem forte e me diz que esta tudo bem. Peco desculpas por coloca-la no meio disso. Ela me abraça de novo e me diz que não há problema. Pergunta se pode me ajudar com mais alguma coisa. Pergunta se estou bem e só segue seu caminho depois de perceber que eu já tinha voltado a minha razão. Sim, meus amigos! Existem anjos no mundo!

E assim começa a minha saga por novos documentos, cartões e celular. Depois de duas semanas, ainda continuo na saga, pago um preço bem salgadinho por cada nova segunda via de cartões ou documentos. Ainda espero pelo meu visto suíço. Da ultima vez que o renovei demorou seis meses para chegar um novo… Torço para que desta vez seja mais rápido.

Ainda não consegui tempo para comprar o feijão… mas uma outra amiga, brasileira, me deu feijão de presente. Outro anjo.

Cinco dias depois, Marido  vai a um jantar com os colegas de trabalho em um restaurante novo no Spalentor (pra quem eh de Basel). Estaciona sua bicicleta recém comprada e a acorrenta junto a um poste. A corrente era a mais grossa que havíamos encontrado na loja. Ele janta alegre e feliz e quando vai pegar a bicicleta… cadê a bicicleta??? No chão ele encontra a corrente cortada ao meio…

E assim começa a nossa saga com o seguro. É a primeira vez que usamos o seguro. Em menos de uma semana o acionamos duas vezes! Ainda não temos resposta de nada…

Dois dias depois recebemos uma correspondência dos administradores do prédio onde trabalho dizendo que câmeras foram instaladas em virtude de roubos recentes…

Alguns meses atrás entraram em uma casa aqui da rua. Já ouvimos também outras estórias similares.

Eh a Suíça saindo do mundo perfeito encantado e entrando no mundo “real”…
Não há mais tanto espaço para perfeição neste mundo, Switzerland… I am sorry… mas dá loucura do mundo atual não há como escapar. Adapta-se, por favor!

Para você que esta em Basel fica a minha sugestão: redobre a atenção!

 

Sobre radicalizar-se

La em Belo Horizonte, ja faz muito tempo, o pessoal costuma colar um adesivo nos carros e nas janelas das casas. Tem gente que tem ate camisa com o mesmo slogan: “Eu amo BH radicalmente”.

Apesar de gostar de quase tudo que BH oferece, nunca me identifiquei com este slogan. Achava meio “bairrista” demais. Tudo bem que morro de saudades de BH. Mas dai a amar a cidade “radicalmente” vai uma looonga distancia. Os belo-horizontinos radicais que me desculpem mas BH nao eh o melhor lugar do mundo! Mesmo tendo um monte de coisas “melhor do mundo”, tipo a feira na Afonso Pena domingo de manha, pao de queijo quentinho em todo lugar que a gente vai, mercado central, lagoa da Pampulha e gente “boa pra dana”, etc.

Mas o post eh sobre “radicalizar”… porque fiquei pensando sobre isto hoje enquanto trocava algumas mensagens no WhatsApp com minha tia que mora em BH. Ela me mandou uma mensagem hoje pela manha preocupada conosco devido aos sucessivos atentados terroristas na Europa. Atentados esses fruto de que, minha gente? Fruto de radicalizacao, de extremismo.

Depois comentamos sobre as proximas eleicoes nos EUA. Tambem muito, muito preocupante, vamos combinar. E por que, minha gente? Por causa da radicalizacao, da ideia de extremismo que tem tomado conta de muita gente por la. A proposta mais “famosa” de um dos candidatos eh construir um muro entre o Mexico e os EUA. Um muro! Ou melhor, mais um muro…

Pois a prosa foi rendendo, rendendo e inevitavelmente comentamos sobre a situacao politica do Brasil. Situacao mais que muito preocupante, vamos combinar tambem. E preocupante, dentre tantas outras coisas mas tambem por que, minha gente? Por causa da tal radicalizacao e dos extremismos. Fomos reduzidos a Pro ou Contra governo. Coxinha ou Petralha. Assim como em BH tem que ser Cruzeiro ou Atletico no futebol. E quem torce pro America? E quem nao gosta de futebol? Ou quem gosta de futebol, torce por um jogo justo  e bonito de se ver mas nao torce pra time nenhum? E quem quer que, independente do lado que for, venca o melhor. E quem torce “so” (como se fosse pouco) pelo respeito a opiniao do outro e pelo direito de ter uma opiniao diferente? Meio termo nao existe mais, ne? E quem nao gosta dos extremos? Estar no centro, significa o que neste “modelo atual brasileiro”? Significa ficar em cima do muro, nao se comprometer, merecer ser xingado, entre outras coisinhas mais… Quer coisa mais radical, minha gente? Quer coisa mais extrema?  Que caminho eh este que estamos tomando?

Ja dizia nosso amigo Buda trocentos anos-luz atras: “Bom mesmo eh o caminho do meio” (traducao livre, de minha autoria mesmo, sem referencia bibliografica mas muito verdadeira).

Pois bem, outro dia lendo os comentarios do Prof. Leandro Karnal me deliciei com suas respostas a seguidores que o colocam contra a parede para que ele de uma opiniao clara sobre o lado politico (ou seria extremidade?) que ele apoia. E algumas das respostas sao:

“eu sempre estive do mesmo lado, as pessoas é que foram para as pontas.” 

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Neste momento de radicalismos e extremismos, a minha vigilia eh simplesmente para que eu consiga permanecer no meio. O caminho do meio eh a minha meta. E eu vou contar uma coisa para voces: isso da um trabalho danado!  Aos amigos das extremidades, TODAS as extremidades, deixo essa simples tarefa: Escreva, ate a mensagem entrar na sua mente e na sua alma, a seguinte frase:

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Fonte: facebook Prof. Leandro Karnal.

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PS: para quem se interessar, existem varias palestras do Prof. Leandro Karnal no youtube.