Musica muito legal em alemao

Essa eh a primeira musica em alemão que eu ouvi e imediatamente gostei: Auf uns – Andrea Bourani.

Não que eles não tenham musicas legais… eu eh quem não as conhecia! E como musica sempre ajuda a aprender o idioma, fica ai a primeira dica. Alias, dica que vem da minha parceira de Tandem. 😉

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Musiquinhas para dias ensolarados

Hoje escutei duas musicas tao bacanas que quero compartilhar aqui.

A primeira eh dos meninos la de Minas e me fez lembrar da terrinha e de quando eu era adolescente e assisti a um dos primeiros shows deles na pracinha perto da escola. Depois muitas outras musicas e shows vieram. Eu sou fa nao so do grupo mas do Samuel como compositor.

A segunda eh de uma moca (suica-espanhola) chamada Miriam Crespo que trabalhou na empresa onde eu trabalhei aqui em Basel. Ate onde eu sei, cantar eh o hobby dela. E ca para nos, que hobby feito com carinho! Para quem gostar do estilo aqui esta o link para o site dela com outras cancoes (http://miriamcrespo.com/)

Divirtam-se!

Ajudando a ser ajudado

Ja nem me lembro mais como foi que cheguei ate o blog da Kivia, o Kiviagem. So sei que desde de o primeiro momento fiquei fascinada pelas historias, pela iniciativa, pela leveza, pela liberdade, pela beleza e, não vou mentir, pelo fato dela ser mineira como eu e falar com o mesmo sotaque!

Para quem ainda não conhece, a Kivia eh uma mineira que largou o emprego e saiu por ai se aventurando pelo mundão afora. E com as aventuras dela nos, seguidores do blog, aprendemos um bocado sobre historia, sobre liberdade e principalmente sobre simplicidade. Não, eu não conheço a Kivia pessoalmente. Ainda nao… Somente nos falamos algumas vezes através de mensagens pois quis agradece-la por nos dar o prazer da leitura do seu blog, da sua pagina do facebook, dos seus textos inteligentes, emocionantes e maravilhosos. E eh por isso mesmo que não vejo a hora de ler o livro que a Kivia, de maneira independente, escreveu! E espero que mais e mais pessoas também tenham esta sorte!

Como o livro foi escrito de maneira independente, ele precisa de “doações” para ser impresso. Digo “doações” porque na verdade o que acontece eh uma “pré-compra” uma vez que os doadores receberão o livro impresso em casa. Isto se o valor mínimo para as impressões for alcançado. E se o valor mínimo para a impressão dos livros não for alcançado? Bom, neste caso os doadores receberão o dindin de volta diretamente depositado na sua conta.

Para quem se interessou, fica aqui o link do Catarse onde eh possível fazer a “doação”: https://www.catarse.me/pt/kiviagem

E para quem ficou com agua na boca e quer ler o blog, este eh o link: http://www.kiviagem.net/

E para quem curte o facebook, tem também: https://www.facebook.com/Kiviagem?fref=nf

E tem tambem um dos textos lindos da Kivia para vcs. Acho que o meu favorito! 🙂

“Tinha dez anos quando fui a Ouro Preto pela primeira vez. Acordei assustada, sensação péssima. Disse ao meu tio que havia tido um pesadelo:

-A madrinha morreu.
-Morreu não, Kívia. Ela deve estar melhor do que a gente.

Semana passada, 18 anos e meio, 222 meses depois, voltei a Ouro Preto. O telefone me acordou. Atendi assustada. Do outro lado, a voz da minha mãe:

-A madrinha morreu

A madrinha é na verdade minha vó. Na verdade, os dois. As duas. Tantas. E só agora que elas se foram é possível contar quantas mulheres foi Dona Helena, quantas toneladas de importância sustentavam aquele pilar de porcelana e passos arrastados, calçando eternamente o chinelo branco-anil da humildade, fosse dia de casamento, fosse dia de ‘dibuiá mí pras galinha e tratar dos leitão’.

Desde que me entendo por ser humano (bem antes disso, na verdade) um anacrônico vestido de chita e botões grandes me esperava atrás da porteira de lenha cinza; fosse nos tempos em que os tombos no balanço do pé de manga e os banhos no tacho de cobre separavam, religiosamente, os finais de semana dos dias de ir pra escola, fosse nestes tempos em que os compromissos pseudo-anadiáveis e os medos fantasiosos da vida adulta resumiam minhas visitas a um ou dois pares por ano.

O fato é que a carapinha crespa cada vez mais algodoada, sempre doce, sempre atravessava o curral (barrento do verão ou o poeirento do inverno), desviava das bostas de duas ou três vacas escuras, destravava a tramela (quando não éramos mais rápidos) e abria, com um sorrisinho limpo, a porteira; o portal da roça. A roça … a escola, o parquinho, o restaurante. O ponto de encontro da família, dos 10 filhos, dos sei lá quantos netos, bisnetos, genros, noras, agregados, namoros e amizades que deram certo e que não deram muito certo. A roça. Nossa conselheira, nosso código de ética, nossa proteção e porto seguro. Roça mundo. O mundo inteiro sobre quatro pés rachados, equilibrando seu peso sobre duas pilastras de bambu, palha, taquara e balaio. Tão bravos e constantes em suas posições, que a gente até esqueceu do material (do qual foram feitos), que são matéria; que não há matéria que não acompanhe o amarelar da Folhinha de Mariana.

É, eu sei; a queda de um pilar é tão natural, certo e cíclico quanto o outono. Todos acham normal, mas a gente que é da roça acha estranho. Só a gente que é da roça para entender o que acontece quando cai um pilar. A roça acaba. Não tem mais queijo, não tem mais saco de mexerica no porta-malas, não tem ‘caldin de frango caipira cum quiabo’, não tem almoço de domingo, não tem caduquices, nem risadas das caduquices, não tem benção, nem benzeção contra quebrando e espinhela caída, não tem … (ai, como é difícil!) … e a fogueira de São João, como fica?

Só a gente que veio da roça, dessas roças que resistem ao latifúndio e à cidade, sobre decrescentes pilares de pau-a-pique, para entender a falta que o norte faz. Só a gente que veio da roça, que cresceu em volta de fogão de lenha, administrando e fazendo a própria panela de ferro, o próprio ‘cumê’, para misturar trabalho com liberdade. Só a gente que veio da roça, essa gente simples e teimosa das Minas Gerais, das gerais do mundo, para colocar a família, o outro, o amor acima de todas as coisas; para sentir a dor e pressentir a gravidade do derradeiro ponto final.”

Escolha voce tambem o seu sonho!

A arte de ser feliz, Cecília Meireles 

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz. 

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. 

MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

in “Escolha seu sonho”  de Cecília Meireles
janela-fofa

Uma maneira saudavel e legal de se conectar: Blogs!

Tenho tido muita aversao a conexoes virtuais e redes sociais, confesso. Mas nao posso negar que descobri uma maneira, inicialmente virtual, saudavel e muito legal de conhecer e criar amizades: Blogando!

Esta ai uma reportagem bem legal sobre as brasileiras que vivem na Suica e seus blogs. Destaque para a Ana Luiza e a Christiane que tive o prazer de conhecer e que sao super queridas. Saudades, meninas!

http://www.swissinfo.ch/por/brasileiras-da-su%C3%AD%C3%A7a-trocam-experi%C3%AAncias-atrav%C3%A9s-de-blogues/41202242

Mais da vida real

facebook

Decido fazer uma “limpeza” no meu facebook. Começo deletando posts antigos, recados de amigos, musicas e me dou conta do quanto minha vida mudou nos últimos 5 anos! Me reconheço e recordo de cada post, de cada frase e de cada mensagem deixada pelos amigos. Algumas ainda fazem sentido, outras se perderam no tempo. O mesmo com as amizades.

Alguns amigos e familiares se foram, se perderam no tempo e vibram agora em outra frequência que já não combina com a minha frequência atual. Mas deixaram rastros através de mensagens, carinhosas ou não, que agora estão sendo uma a uma apagadas do meu perfil do facebook e consequentemente da minha curta memoria. Eh preciso abrir espaço para o novo! Sempre! Um dia desses, se nossas vibrações se reencontrarem em uma nova frequência, então também nos reencontraremos. Ou não. Tudo bem. Não há pressa. Não há apego. Vida que segue.

Me reencontrei com antigos amigos e familiares, amigos de infância, através desta ferramenta. Coisa gostosa eh rever, ainda que virtualmente, aquele seu amigo de infância… e então vc descobre que ele(a) se casou, tem filhos, se mudou, cresceu, esta solteiro(a)… E vc faz as contas e descobre que tinha mais de 15, 20, 30 anos que vc não via ou sabia nada da vida daquela pessoa. E agora, ela esta ali compartilhando com vc fotos da família, pensamentos do dia a dia, o que come, o que bebe, onde passa as ferias, as musicas que gosta, em quem votou, onde mora, que carro tem, etc e tal. E querendo que vc compartilhe com ela as mesmas coisas. Eu sempre me pergunto: será que esta retomada virtual da amizade vale a pena? Diria que algumas vezes sim, outras nao…

Também fiz amizades novas através do facebook. Amigos de amigos, amigos do Marido, amigos que eram somente “conhecidos” e então viraram “amigos virtuais”. Tem também aquele colega do trabalho atual, ou pior, da empresa onde vc trabalhou na década passada, ou aquele vizinho desconhecido, em que a amizade real nunca passou de “Bom dia”, “Bom trabalho”, “Bom final de semana” e que, agora, em função desta ferramenta social chamada facebook, se tornou seu “amigo virtual” e então pode acessar suas fotos, saber onde vc esta morando, saber o que vc pensa, enfim, saber muito mais da sua vida do que vc pretendia com aquele simples “Bom dia”. E vice-versa.

Outros amigos vieram através deste blog e se estenderam ao facebook. Amigos que de alguma maneira vibram em alguma frequência em que eu atualmente vibro: a frequência materna, a frequência de quem mora em Basel, a frequência de quem mora fora do Brasil, a frequência de quem gosta da Itália, a frequência de quem eh blogueiro, a frequência do Yoga, do budismo, etc e tal.

Mas de todas as amizades, as melhores mesmo são aquelas que vibram na frequência da nossa essência. E eu descobri que para essas amizades eu não preciso do facebook. Porque elas sempre estarão vibrando comigo. E eu com elas. Ainda que do outro lado do mundo (para as antigas) ou aqui do ladinho (para as novas). Para essas amizades, ao invés de se compartilhar foto do que se comeu, compartilha-se uma receita gostosa porque assim todos podemos saboreá-la. Ao invés de se compartilhar foto do brinquedo que seu filho ganhou, compartilha-se fotos de como ele eh feliz e também experiências sobre maternidade/paternidade. Ao invés de se compartilhar foto do carro que se comprou, se compartilha experiências de como eh viver sem carro em Basel ou com carro no Brasil. Ao invés de se compartilhar fotos das ferias, se compartilha fotos de momentos felizes seguido de um desejo grande de que estivéssemos todos juntos. Compartilha-se também opiniões, ainda que contrarias e onde há espaço para o “atrito” construtivo. Compartilha-se também o mau humor do dia, o desanimo repentino, a gripe que te deixa de cama, a preocupação… Porque a vida de ninguém eh feita só de coisas boas. E então se recebe de volta aquela mensagem privada cheia de carinho ou com uma piada engraçada para vc ver que a vida não precisa ser só preto e branco. Se recebe um telefonema, uma mensagem no whatsapp, um email. As vezes nao se compartilha nada e isso também eh bom. Porque as amizades verdadeiras, assim como todo e qualquer sentimento verdadeiro, não precisa da “plateia do facebook”. Existe por si só, passa por altos e baixos mas eh sempre construtiva!

E eh por isto que, respeitando a minha nova fase e mudança, eu estou feliz com as minhas amizades verdadeiras, aberta para novas e fechada para as puramente virtuais. O momento agora eh de menos facebook e suas teorias superficiais e mais vida real! Ta convidado, amigo(a)?! 😉

 

Liberdade, liberdade!!!

Descobri este blog ontem e estou “devorando” cada texto e queria deixar a dica para vcs!

http://www.kiviagem.net/

Basicamente trata-se de aventuras e “causos” de uma moca la de Bom Despacho, Minas Gerais, que saiu pelo mundao afora descobrindo um monte de coisas. Enfim, adorei sentir um pouco da liberdade que ela experimentou nestas viagens. Deu agua na boca! Ahhhh, se nao fosse o Pimpolho… rsrsrs

 

“Mas o espetáculo da vida eh isso mesmo, planejar uma coisa e assistir a ela não acontecer.” Kivia