Sobre ser estrangeiro, extranjero, foreign, straniera, fremd… e o que mais vier!

Quando você encontra uma musica que descreve parte da sua vida e do que você sente… so da para agradecer! 🙂

Extranjero

Maria Gadú

Ahora yo soy para ti
Solamente un extranjero
Tengo la vida en dos mitades
Pero amor lo tengo entero

No traigo una verdad
Nada bajo de mi bandera

Mis canciones en las lineas
Finitas de la frontera

Llamándote me voy
Buscando los espacios

Tu imagen clavada en mi vida
El tren después de la partida
Mis sueños, mirajes, quimera

Mirando tu fotografia
Pisando los piés

Ahora soy um forastero
Mirándote mirar
Otrora fui de este suelo
Deseando solo escapar

Ahora soy um forastero
Mirándote girar
Deseando ahora no ser
Extranjero

Llamándote me voy

Buscando los espacios

Tu imagen clavada en mi vida
El tren después de la partida
Mis sueños, mirajes, quimera

Mirando tu fotografia
Pisando los piés

Ahora soy um forastero
Mirándote mirar
Otrora fui de este suelo
Deseando solo escapar

Ahora soy um forastero
Mirándote girar
Deseando ahora no ser
Extranjero

Buenos aires, Asunción,
Caracas, Lima, Madrid,
Quito, Montevideo, Brasília,
Lejos de aquí

Salvador, Belo Horizonte
Barcelona, Roma, Pari,
Lisboa, Porto Alegre,
Curitiba cerca de ti

Ahora soy um forastero
Mirándote mirar
Otrora fui de este suelo
Deseando solo escapar

Ahora soy um forastero
Mirándote girar
Deseando ahora no ser
Extranjero

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Ajudando a ser ajudado

Ja nem me lembro mais como foi que cheguei ate o blog da Kivia, o Kiviagem. So sei que desde de o primeiro momento fiquei fascinada pelas historias, pela iniciativa, pela leveza, pela liberdade, pela beleza e, não vou mentir, pelo fato dela ser mineira como eu e falar com o mesmo sotaque!

Para quem ainda não conhece, a Kivia eh uma mineira que largou o emprego e saiu por ai se aventurando pelo mundão afora. E com as aventuras dela nos, seguidores do blog, aprendemos um bocado sobre historia, sobre liberdade e principalmente sobre simplicidade. Não, eu não conheço a Kivia pessoalmente. Ainda nao… Somente nos falamos algumas vezes através de mensagens pois quis agradece-la por nos dar o prazer da leitura do seu blog, da sua pagina do facebook, dos seus textos inteligentes, emocionantes e maravilhosos. E eh por isso mesmo que não vejo a hora de ler o livro que a Kivia, de maneira independente, escreveu! E espero que mais e mais pessoas também tenham esta sorte!

Como o livro foi escrito de maneira independente, ele precisa de “doações” para ser impresso. Digo “doações” porque na verdade o que acontece eh uma “pré-compra” uma vez que os doadores receberão o livro impresso em casa. Isto se o valor mínimo para as impressões for alcançado. E se o valor mínimo para a impressão dos livros não for alcançado? Bom, neste caso os doadores receberão o dindin de volta diretamente depositado na sua conta.

Para quem se interessou, fica aqui o link do Catarse onde eh possível fazer a “doação”: https://www.catarse.me/pt/kiviagem

E para quem ficou com agua na boca e quer ler o blog, este eh o link: http://www.kiviagem.net/

E para quem curte o facebook, tem também: https://www.facebook.com/Kiviagem?fref=nf

E tem tambem um dos textos lindos da Kivia para vcs. Acho que o meu favorito! 🙂

“Tinha dez anos quando fui a Ouro Preto pela primeira vez. Acordei assustada, sensação péssima. Disse ao meu tio que havia tido um pesadelo:

-A madrinha morreu.
-Morreu não, Kívia. Ela deve estar melhor do que a gente.

Semana passada, 18 anos e meio, 222 meses depois, voltei a Ouro Preto. O telefone me acordou. Atendi assustada. Do outro lado, a voz da minha mãe:

-A madrinha morreu

A madrinha é na verdade minha vó. Na verdade, os dois. As duas. Tantas. E só agora que elas se foram é possível contar quantas mulheres foi Dona Helena, quantas toneladas de importância sustentavam aquele pilar de porcelana e passos arrastados, calçando eternamente o chinelo branco-anil da humildade, fosse dia de casamento, fosse dia de ‘dibuiá mí pras galinha e tratar dos leitão’.

Desde que me entendo por ser humano (bem antes disso, na verdade) um anacrônico vestido de chita e botões grandes me esperava atrás da porteira de lenha cinza; fosse nos tempos em que os tombos no balanço do pé de manga e os banhos no tacho de cobre separavam, religiosamente, os finais de semana dos dias de ir pra escola, fosse nestes tempos em que os compromissos pseudo-anadiáveis e os medos fantasiosos da vida adulta resumiam minhas visitas a um ou dois pares por ano.

O fato é que a carapinha crespa cada vez mais algodoada, sempre doce, sempre atravessava o curral (barrento do verão ou o poeirento do inverno), desviava das bostas de duas ou três vacas escuras, destravava a tramela (quando não éramos mais rápidos) e abria, com um sorrisinho limpo, a porteira; o portal da roça. A roça … a escola, o parquinho, o restaurante. O ponto de encontro da família, dos 10 filhos, dos sei lá quantos netos, bisnetos, genros, noras, agregados, namoros e amizades que deram certo e que não deram muito certo. A roça. Nossa conselheira, nosso código de ética, nossa proteção e porto seguro. Roça mundo. O mundo inteiro sobre quatro pés rachados, equilibrando seu peso sobre duas pilastras de bambu, palha, taquara e balaio. Tão bravos e constantes em suas posições, que a gente até esqueceu do material (do qual foram feitos), que são matéria; que não há matéria que não acompanhe o amarelar da Folhinha de Mariana.

É, eu sei; a queda de um pilar é tão natural, certo e cíclico quanto o outono. Todos acham normal, mas a gente que é da roça acha estranho. Só a gente que é da roça para entender o que acontece quando cai um pilar. A roça acaba. Não tem mais queijo, não tem mais saco de mexerica no porta-malas, não tem ‘caldin de frango caipira cum quiabo’, não tem almoço de domingo, não tem caduquices, nem risadas das caduquices, não tem benção, nem benzeção contra quebrando e espinhela caída, não tem … (ai, como é difícil!) … e a fogueira de São João, como fica?

Só a gente que veio da roça, dessas roças que resistem ao latifúndio e à cidade, sobre decrescentes pilares de pau-a-pique, para entender a falta que o norte faz. Só a gente que veio da roça, que cresceu em volta de fogão de lenha, administrando e fazendo a própria panela de ferro, o próprio ‘cumê’, para misturar trabalho com liberdade. Só a gente que veio da roça, essa gente simples e teimosa das Minas Gerais, das gerais do mundo, para colocar a família, o outro, o amor acima de todas as coisas; para sentir a dor e pressentir a gravidade do derradeiro ponto final.”

Uma maneira saudavel e legal de se conectar: Blogs!

Tenho tido muita aversao a conexoes virtuais e redes sociais, confesso. Mas nao posso negar que descobri uma maneira, inicialmente virtual, saudavel e muito legal de conhecer e criar amizades: Blogando!

Esta ai uma reportagem bem legal sobre as brasileiras que vivem na Suica e seus blogs. Destaque para a Ana Luiza e a Christiane que tive o prazer de conhecer e que sao super queridas. Saudades, meninas!

http://www.swissinfo.ch/por/brasileiras-da-su%C3%AD%C3%A7a-trocam-experi%C3%AAncias-atrav%C3%A9s-de-blogues/41202242

Pensamento do dia

“A gente pode até chegar longe, se embrenhar fundo por caminhos que não são os nossos. Mas, quanto mais o ser se afasta de si, mais esvaziado, mais desmembrado, mais incompleto.
De repente, você se olha e … cadê eu?
Para se resgatar, não tem jeito, só na base da coragem.
A travessia não é escolha. É a único caminho possível de volta a si.” (by Kiviagem)

PS: tem sempre alguem pensando como a gente neste mundo. #gratidao