Nossa língua portuguesa

Sai  de casa para fazer tandem com uma suíça. Para quem não  sabe, tandem é  quando vc quer aprender uma língua e a outra pessoa quer aprender a sua língua  e então  um ensina para o outro.  De graça,  é claro. No caso, eu obviamente  quero aprender alemao e ela portugues.  No bar onde estávamos  tinham  duas pessoas falando português.  Saimos de lá e andamos ate o ponto do tram. No caminho  escutei mais duas pessoas falando português.  Me despedi da minha  nova amiga e atravessei a rua. Comeco a andar e escuto uma mae conversando com o filho atras de mim.  Em português.  Entro numa loja para ver uma roupa e encontro mais gente falando portugues. Pego o tram para ir embora e têm  uma moça  falando no celular em português… Será  que preciso mesmo aprender alemão? :mrgreen:

Ajudando a ser ajudado

Ja nem me lembro mais como foi que cheguei ate o blog da Kivia, o Kiviagem. So sei que desde de o primeiro momento fiquei fascinada pelas historias, pela iniciativa, pela leveza, pela liberdade, pela beleza e, não vou mentir, pelo fato dela ser mineira como eu e falar com o mesmo sotaque!

Para quem ainda não conhece, a Kivia eh uma mineira que largou o emprego e saiu por ai se aventurando pelo mundão afora. E com as aventuras dela nos, seguidores do blog, aprendemos um bocado sobre historia, sobre liberdade e principalmente sobre simplicidade. Não, eu não conheço a Kivia pessoalmente. Ainda nao… Somente nos falamos algumas vezes através de mensagens pois quis agradece-la por nos dar o prazer da leitura do seu blog, da sua pagina do facebook, dos seus textos inteligentes, emocionantes e maravilhosos. E eh por isso mesmo que não vejo a hora de ler o livro que a Kivia, de maneira independente, escreveu! E espero que mais e mais pessoas também tenham esta sorte!

Como o livro foi escrito de maneira independente, ele precisa de “doações” para ser impresso. Digo “doações” porque na verdade o que acontece eh uma “pré-compra” uma vez que os doadores receberão o livro impresso em casa. Isto se o valor mínimo para as impressões for alcançado. E se o valor mínimo para a impressão dos livros não for alcançado? Bom, neste caso os doadores receberão o dindin de volta diretamente depositado na sua conta.

Para quem se interessou, fica aqui o link do Catarse onde eh possível fazer a “doação”: https://www.catarse.me/pt/kiviagem

E para quem ficou com agua na boca e quer ler o blog, este eh o link: http://www.kiviagem.net/

E para quem curte o facebook, tem também: https://www.facebook.com/Kiviagem?fref=nf

E tem tambem um dos textos lindos da Kivia para vcs. Acho que o meu favorito! 🙂

“Tinha dez anos quando fui a Ouro Preto pela primeira vez. Acordei assustada, sensação péssima. Disse ao meu tio que havia tido um pesadelo:

-A madrinha morreu.
-Morreu não, Kívia. Ela deve estar melhor do que a gente.

Semana passada, 18 anos e meio, 222 meses depois, voltei a Ouro Preto. O telefone me acordou. Atendi assustada. Do outro lado, a voz da minha mãe:

-A madrinha morreu

A madrinha é na verdade minha vó. Na verdade, os dois. As duas. Tantas. E só agora que elas se foram é possível contar quantas mulheres foi Dona Helena, quantas toneladas de importância sustentavam aquele pilar de porcelana e passos arrastados, calçando eternamente o chinelo branco-anil da humildade, fosse dia de casamento, fosse dia de ‘dibuiá mí pras galinha e tratar dos leitão’.

Desde que me entendo por ser humano (bem antes disso, na verdade) um anacrônico vestido de chita e botões grandes me esperava atrás da porteira de lenha cinza; fosse nos tempos em que os tombos no balanço do pé de manga e os banhos no tacho de cobre separavam, religiosamente, os finais de semana dos dias de ir pra escola, fosse nestes tempos em que os compromissos pseudo-anadiáveis e os medos fantasiosos da vida adulta resumiam minhas visitas a um ou dois pares por ano.

O fato é que a carapinha crespa cada vez mais algodoada, sempre doce, sempre atravessava o curral (barrento do verão ou o poeirento do inverno), desviava das bostas de duas ou três vacas escuras, destravava a tramela (quando não éramos mais rápidos) e abria, com um sorrisinho limpo, a porteira; o portal da roça. A roça … a escola, o parquinho, o restaurante. O ponto de encontro da família, dos 10 filhos, dos sei lá quantos netos, bisnetos, genros, noras, agregados, namoros e amizades que deram certo e que não deram muito certo. A roça. Nossa conselheira, nosso código de ética, nossa proteção e porto seguro. Roça mundo. O mundo inteiro sobre quatro pés rachados, equilibrando seu peso sobre duas pilastras de bambu, palha, taquara e balaio. Tão bravos e constantes em suas posições, que a gente até esqueceu do material (do qual foram feitos), que são matéria; que não há matéria que não acompanhe o amarelar da Folhinha de Mariana.

É, eu sei; a queda de um pilar é tão natural, certo e cíclico quanto o outono. Todos acham normal, mas a gente que é da roça acha estranho. Só a gente que é da roça para entender o que acontece quando cai um pilar. A roça acaba. Não tem mais queijo, não tem mais saco de mexerica no porta-malas, não tem ‘caldin de frango caipira cum quiabo’, não tem almoço de domingo, não tem caduquices, nem risadas das caduquices, não tem benção, nem benzeção contra quebrando e espinhela caída, não tem … (ai, como é difícil!) … e a fogueira de São João, como fica?

Só a gente que veio da roça, dessas roças que resistem ao latifúndio e à cidade, sobre decrescentes pilares de pau-a-pique, para entender a falta que o norte faz. Só a gente que veio da roça, que cresceu em volta de fogão de lenha, administrando e fazendo a própria panela de ferro, o próprio ‘cumê’, para misturar trabalho com liberdade. Só a gente que veio da roça, essa gente simples e teimosa das Minas Gerais, das gerais do mundo, para colocar a família, o outro, o amor acima de todas as coisas; para sentir a dor e pressentir a gravidade do derradeiro ponto final.”

Piadinha para mineiros

Marido entra na sala de casa pelo terceiro dia consecutivo com uma garrafa de vinho na mão e oferece a minha mãe perguntando em tom de quem quer fazer uma piadinha em português:

– Sera que estamos virando “pingú”?

Eu e ela nos entreolhamos com cara de quem perdeu a piada. E ele logo se justifica:

– Porque estamos bebendo vinho todos os dias. Estamos virando “pingú”!

E a gente:

– Ah! Vc quer dizer pinguço?

E ele:

– Ah! Eu achava que a frase era: “pingú, sô!”

E a gente:

– Não, sô! A palavra eh pinguço mesmo!

E demos boas risadas.

PS: Marido esta ate se saindo bem mas ainda falta muito arroz com feijão e angu para falar nosso mineirês “bao demais da conta, sô!” 😉

Uma maneira saudavel e legal de se conectar: Blogs!

Tenho tido muita aversao a conexoes virtuais e redes sociais, confesso. Mas nao posso negar que descobri uma maneira, inicialmente virtual, saudavel e muito legal de conhecer e criar amizades: Blogando!

Esta ai uma reportagem bem legal sobre as brasileiras que vivem na Suica e seus blogs. Destaque para a Ana Luiza e a Christiane que tive o prazer de conhecer e que sao super queridas. Saudades, meninas!

http://www.swissinfo.ch/por/brasileiras-da-su%C3%AD%C3%A7a-trocam-experi%C3%AAncias-atrav%C3%A9s-de-blogues/41202242

Nova atividade… que loucura!

Sim, amigos… eu devo estar ficando louca. Desde quando eu tenho tempo para escrever em blog? Mas me deu vontade… fui inspirada por blogs que tenho lido ultimamente e achei que deve ser bem legal tirar um tempinho do dia (será que consigo?) para escrever um pouco sobre a vida.

Entao… vamos ver o que consigo com isto. Tentarei dividir o meu tempo entre trabalho, filho, marido, e etc. Alem disso pretendo praticar um pouco da minha língua mãe porque sinceramente tenho sentido que ando esquecendo muita coisa. Desde ja peco desculpas pela falta de acentos de algumas palavras pq meu computador não tem… (e alem disso estou por fora da ultimas mudancas ortograficas que a lingua portuguesa sofreu…). Assim sendo, correcções aos meus possíveis deslizes são muito bem vindas.

Tambem não sei mexer direito neste site e precisarei aprender. Mas vamos la que não deve ser tão difícil assim.

Entao… mãos a obra e ate a próxima inspiração! (espero que não seja daqui a 5 anos, hehehe)