Sobre minha Mãe

Eh que ontem foi aniversario da minha mãe e minha irmã escreveu um texto tão lindo que resolvi compartilhar com vocês. E para dizer a verdade, eu nem me lembrava de todos os detalhes… Mas adorei relembra-los! Segue o texto:

Essa história daria um livro! Ela perdeu a mãe na infância, foi criada pelos tios. Gerou três filhos no seu ventre e mais três no coração. E mesmo sem saber exatamente o que era amor de mãe, ela amou a todos. Em tempos de falta de pão e falta de amor dentro do nosso lar, ela se desvirou, revirou, foi exemplo de perdão. Na falta de pão, vendia doces no portão. Chupchup, lasanha congelada, cachorro quente. Transformava berinjela em peixe do mato na falta de carne. Como era ruim tomar mingau de fubá pela manhã! Mas ela transformava aquilo em algo gostoso colocando pedacinhos de queijo… Ela fazia salgados para os meninos venderem em porta de firmas. Assim ensinou todos a trabalhar bem cedo. Ela fazia questão que frequentássemos as melhores escolas, de acordo com a sua condição, sem nem ao menos saber como iria pagar as passagens. Ela fazia roupas para os meus irmãos em casa, sem nem ao menos saber costurar. Ela nos ensinou a humildade para recebermos, e a doçura de nos doarmos aos outros. Ela brincava de Noviça Rebelde, quando tínhamos que andar quase 10 km para ir a um supermercado para fazermos compras a pé . A volta era bem pior, por que tinha sacolas pesadas divididas nas mãos dos seis filhos. kkk.
Ela já teve uma biblioteca em casa, onde emprestava livros para os vizinhos. Ela fazia amizade com os donos de empresas para sermos empregados, fazia bolo pra diretoras de escola para conseguir vaga. Ela foi a melhor economista que já vi. fazia uma ginástica com o dinheiro. Já chorou dentro de supermercado por que o dinheiro não dava pra comprar o que precisava, mas sempre tinha um iogurte e uma maça no começo do mês. RSRSRS. Já na falta de amor, ela ensinou a amar mesmo qdo achamos que o outro esta errado. A ajudar, mesmo que o outro não te valorize. A perdoar, mesmo que o outro não aceite o seu perdão. Hj, adulta, penso em qtas noites ela deve ter ficado sem dormir pensando em soluções para os nossos problemas! Quantos choros aquele travesseiro não deve ter ouvido. Mas ela nunca desistiu. Fez do seu jeito, do melhor jeito que pode, e isso sim é o mais importante. Hj vive com tranquilidade, como se Deus tivesse colocado um ponto final em todo sofrimento. Eu te devo a vida e muitos “muito obrigado” por ser minha mãe, por ser a melhor avó que meus filhos poderiam ter! Vc foi feita a mão, Beth. Feliz 72! E que muitos anos venham pela frente.

PS1: Ela tb fazia bolos de aniversário, e qdo ficava feio, falava que era bolo vulcão. Kkkk

PS2: Ela era cabeleireira tb. Cortava cabelo de todos e qdo ficava feio, dava crises de riso. Kkkk

PS3: Já foi manicure em um quarto da minha casa transformado em salão. A biblioteca era na sala.”

PS4: Ela cheira as xícaras antes de usa-las. Kkkkk

PS5: Ela vem na minha casa e muda tudo de lugar.kkkk

PS6: Ela não gosta que deite na cama dela e nem pegue seu travesseiro e seu cobertor. Fiquem sabendo! :-/

PS7: Ela me buscava nas festas qdo saia escondido. Graças a Deus! Se não seria uma loucaaaaa! Mas ela tb me levava nas festas, pulava carnaval comigo, e até deixava a gente beber um pouquinho. Deve ser por isso que não bebo hj em dia. Rsrsrs”

 

 

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Maternidade: da série não estamos sozinhas

Curtinho:
“Para vc que é  mãe e está de TPM e por isso não tem paciência nenhuma com seu  filho(a), e se sente culpada por isso: simplesmente saiba que vc não está  sozinha!” 😉

Sem mais.

Pra quem é mãe…

Tem coisa melhor que ver o filho da gente feliz porque aprendeu algo novo e ultrapassou limites?
Tem coisa melhor que ver o sorriso de alegria do filho que fez uma amizade nova com outra criança ?
Tem coisa melhor que ver o filho enfrentando obstáculos, crescendo e amadurecendo?
Tem coisa melhor que perceber que, apesar de não acertarmos sempre como pais, tomamos decisões que fazem com que o filho se sinta mais seguro e confiante?
Tem coisa melhor que conseguir mostrar para o filho que os medos são só nossos e não precisam ser dele?
Tem coisa melhor que ver aquele pequeno ser se esforçando a cada dia e não tendo que receber tudo de mão beijada?
Tem coisa melhor que perceber que alguém confia integralmente em vc?
Tem coisa melhor que passar os seus valores para o seu filho e deixar que ele decida se os quer também para ele?

Tem muitas coisas boas nessa vida, minha gente… muitas mesmo. E ser mãe é  (só) uma delas… 🙂

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Pensamento do dia

Pois bem, minha gente…
O dia estava todo programado, organizado,  cronometrado. Tudo meticulosamente pensado por uma virginiana que, de tempos em tempos, tem a pretensão de prever o futuro e deixar tudo organizado a espera do mesmo. Como se as surpresas e imprevisibilidade não fossem parte constante dessa vida e desse mundo que gira cada vez mais rápido.
Digamos que esta virginiana pudesse ser considerada bem sucedida nos seus “poderes” quase paranormais de prever o futuro e se preparar para ele. Sim, minha gente. Isso funcionava bem até  um tempo atrás.
Até um tempo atrás as férias podiam ser planejadas sem grandes possibilidades de cancelamento, de serem modificadas, transferidas. Os dias eram planejados entre atividades como: acordar, trabalhar, estudar, ver amigos, me alimentar calmamente, praticar yoga e principalmente… dormir 8 horas ininterruptamente!  Dava para planejar minhas noites de sono, minha gente! Os finais de semana eram dias de liberdade e também podiam ser facilmente planejados. Ahh, bons tempos…
Pois hoje estou eu aqui, cancelando, alterando, transferindo os planos do meu dia que estava meticulosamente planejado para… “quando der”. Essa nao foi a primeira vez e, com certeza, nao sera a ultima. Depois de uma curta noite de 5horas de sono com interrupções constantes por gemidinhos de alguém que estava com febre. Esse mesmo alguém, conhecido por vocês como Pimpolho, teve frebre alta as 7 da manhã… o que me obrigou a não levá -lo para a creche. Pois agora, depois de medicado a algumas horas atras, ele já está ótimo! Pulando pela sala, me convidando para brincar de homem aranha e de tubarão,  calçando meus sapatos e gargalhando com isso, me chamando a casa 5 minutos só para conferir se estou prestando atenção a ele. Pode ser até  a febre volte,  mas eu não  apostaria nisso…
Sim, assim como o motivo de tantas mês,  esse é o meu também.  Motivo transformador que nos faz ter o super poder de estar sempre disposta a encarar a obrigacao de se reprogramar. Mais que um motivo, minha gente, um aprendizado. Uma transformação interior. Um exercicio de paciencia e de definicao de prioridades, e ate de humildade.
Para ser mãe é preciso se transformar, se adaptar, se reprogramar. Constantemente. . .

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Para as mamaes que trabalham em casa

Quando eu digo que trabalho em casa para outras mães, imediatamente ouço os suspiros e as seguintes frases:

” – Ah! Que delicia!”

” – Ahhh! Nossa, meu sonho!”

” – Que boa ideia! Como posso fazer isto também?”

” – Que sorte!!”

E por ai vai…

Acho mesmo que eh um privilegio trabalhar em casa. Mas acho também que isto exige muita auto disciplina. Para vcs terem uma ideia eu me sinto mais exausta trabalhando em casa do que quando trabalhava em um escritório. Eh que, enquanto trabalho, coloco a roupa para lavar, coloco o feijão no fogo, etc e tal. Enquanto espero a resposta de algum email, varro a casa, dou uma ajeitada no banheiro, corto verduras para o jantar. Além disso preparo meu próprio almoço pensando sempre em algo saudável e rápido. Tarefa nem sempre fácil de manter. Como rapidinho e muitas vezes aproveito o horário para ir ao correio, pagar alguma conta ou ir ao mercado. Tenho a vantagem de ter muita flexibilidade e a desvantagem de não ter horário fixo. Isso significa que as vezes preciso trabalhar a noite, depois que o Pimpolho dorme… Nada eh perfeito… Ah! E tem aqueles dias que o Pimpolho esta doentinho ou eh feriado mas eu preciso trabalhar, ou achei melhor que ele ficasse em casa… Dai, meus amigos… melhor que explicar eh assistir a este vídeo que achei.

Para as mamães que trabalham em casa: Boa sorte! “Tamo junto!”

No parquinho

Ontem levei o Pimpolho para passear no parquinho. Na verdade ele gosta mais de andar pelas ruas e verificar cada roda de cada carro, cada moto e repetir mil vezes “Moto, Maquina, Auto, Car, Roda” apontando o dedinho para cada coisa que vê, misturando todas as línguas que terá que aprender, e olhando para mim para que eu tb veja e faca algum comentário. Pois foi tentando convence-lo a finalmente entrar no parquinho e ir no escorregador que nos encontramos com uma bebezinha lindinha de mais ou menos 1 aninho e que visivelmente estava dando os seus primeiros passos. Foi então que o Pimpolho parou e apontou o dedinho para a menininha, virou para mim e disse: “Menina” e abriu um sorriso. A bebezinha, por sua vez andou em direção ao Pimpolho (porque ele eh irresistível!) e os dois ficaram um olhando para a cara do outro enquanto o Pimpolho repetia: “Menina, Menina, Menina” com um lindo sorriso de apenas seis dentes na boca. Eu, comovida com aquela cena inocente e linda, olhei em direção a mãe da menina para que pudéssemos também compartilhar sorrisos tão carinhosos quanto os dos nossos filhos. Foi ai que eu percebi que teria que sorrir sozinha… ou então teria também a opção de mais uma vez me decepcionar com as pessoas desta cidade… Preferi sorrir… A mamãe daquela linda e simpática menininha não levantou a cabeça para sorrir para mim ou para o Pimpolho. Aparentando não estar contente com a nova amizade de sua filha de 1 ano de idade, ela então tentou convencer a menininha a andar em outra direção. Tirou um pacote de biscoitos da bolsa e deu um para a menininha. O Pimpolho, comilão que eh, imediatamente apontou o dedinho para o pacote, e olhou para mim dizendo: “Cookies, cookies, cookies”. Infelizmente,  a mamãe daquela simpática bebezinha permaneceu na sua bolha e nem mesmo olhou para o Pimpolho. Eu então respondi ao Pimpolho que poderíamos voltar para casa para comermos cookies juntos e tive muita, muita, muita do… não do Pimpolho. Mas da menininha… por ter uma mãe como aquela!

Moral da historia: “Não basta ser mãe, querida! Tem que participar!”